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Como encarar a saudade como algo bom de ser sentido?

Clínica Celebrar - Psicologia e Bem-Estar

 

Amanhã é feriado. Para alguns um dia de descanso, uma folga do trabalho, mas para muitas pessoas é dia para relembrar dos entes queridos que já não estão por perto, carnalmente. Isso mesmo, amanhã é Dia de Finados, uma data escolhida para homenagear amigos e parentes que são falecidos.

Este ano 2016, vivenciei duas vezes esse sentimento de perda. No início do ano senti a perda do meu querido pai e há um mês atrás a de uma amiga muito querida.

Falar sobre luto é bastante complexo, pois a morte é a única certeza que temos, porém o homem ocidental passa a maior parte da própria vida se esquivando dela. É importante salientar que cada cultura possui características peculiares de enfrentamento da morte e do luto.

A perda que mais me marcou foi a do meu pai. No primeiro momento não acreditei naquilo que estava acontecendo, chorei muito e fiquei quieta por alguns instantes, senti raiva por não estar por perto para socorrê-lo. Depois com a correria burocrática para preparação do velório e sepultamento me fizeram reagir e “fazer o aquilo que tem que ser feito”. Passando todo esse momento, ao final da cerimônia fui para casa, tomei um banho e dormi o restante da tarde, pois havia passado a madrugada cuidando para me despedir do meu pai.

É exatamente isso, o velório/sepultamento é um ritual de despedida, assim como visitar o túmulo do ente querido é um ritual de vida.

O “Dia de Finados” celebramos a vida daquela pessoa que se foi, podemos chamar esse sentimento de SAUDADE.

A necessidade de falar, contar experiências e episódios vivenciados com as pessoas falecidas é a tentativa mais saudável de superar essa dor e esse sofrimento, isso conforta, acolhe e acalanta o coração, Assim, aos poucos, a dor e sofrimento vão dando lugar para a saudade, carinho e ternura.

Esse processo de “instalação da SAUDADE” vai depender das lembranças vivenciadas. Mas se essas lembranças ainda causam muita dor, procure conversar com alguém de sua confiança. Afinal de contas, quem está preparado para enfrentar a morte (ausência) de alguém tão querido?

Ah! E eu... ainda sinto falta do meu pai, mas sem sentir dor ou sofrimento. Eu sinto SAUDADES do meu querido e saudoso PAI.

                                                                                    

Mônica Alves M. Leal -  CRP 06/90664

Psicóloga formada pela Universidade São Marcos desde 2007, com especialização em Psicoterapia Dinâmica Breve pela Faculdade de Medicina da Univ. de São Paulo – FMUSP. Trabalhou durante sete anos na clinica comunitária SEAPP, atendendo crianças, adolescentes, adultos e idosos. Atendendo também crianças e adolescentes em situação de abrigamento institucional.  Contato: Fone: (11) 98748-6533 (WhatsApp) e email: monikalves31@gmail.com

 

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